Uma curadoria Amora de três romances recentes de escritoras brasileiras que estão construindo algumas das vozes mais interessantes da literatura contemporânea.
Três livros. Três escritoras. Três formas muito diferentes de contar histórias. Uma curadoria para quem quer descobrir a literatura brasileira contemporânea feita por mulheres.
O kit inclui os três livros e uma ecobag com a frase ME LEIA QUE EU GOSTO
Depois da morte da mãe, Nara, uma chef de cozinha premiada, abandona a vida que construiu no Rio de Janeiro e retorna à cidade onde nasceu. De volta à família e às memórias da infância, precisa lidar com o luto, as heranças emocionais entre mulheres e a difícil tarefa de descobrir quem se é quando uma parte da própria vida desaparece.
Paula Gicovate é escritora e roteirista, autora Notas sobre a impermanência, semifinalista do Prêmio Oceanos em 2022.
Toda caixa-preta é laranja, de Jeovanna Vieira
Às vésperas de se mudar para assumir o comando do maior avião de passageiros do mundo, uma mulher precisa encontrar o pai, que desaparece no Rio de Janeiro. A busca a leva por memórias familiares, perdas e segredos, enquanto ela revisita a própria história e a relação com um homem que também carrega suas feridas.
Jeovanna Vieira é jornalista e escritora, autora de Virgínia mordida, finalista do Prêmio Kindle de Literatura.
Cláudia Vera Feliz Natal, de Mariana Salomão Carrara
Um jovem magistrado precisa explicar aos superiores por que se atrasou em um caso importante. Para isso, revisita os anos em que trabalhou nas pequenas comarcas de Cláudia, Vera e Feliz Natal, no interior do Mato Grosso. Entre audiências, burocracias e personagens tragicômicos, o romance transforma o universo jurídico em matéria de ficção e expõe, com humor e ironia, as contradições de um sistema que tenta organizar a vida pela letra da lei.
Sobre a autora
Mariana Salomão Carrara é escritora e defensora pública. Autora de romances como Se deus me chamar não vou, É sempre a hora da nossa morte amém, Não fossem as sílabas do sábado e A árvore mais sozinha do mundo, venceu o Prêmio São Paulo de Literatura com os dois últimos.
